José Aparecido Soares de Campos - Condomínio Vila Alto das Figueiras
Condomínio em evolução
Síndico investe em melhorias em condomínio de casas em São Bernardo do Campo, sem rateio extra para os moradores.
Condomínio em evolução
Assumir um condomínio praticamente novo não dá trabalho nenhum, certo? Errado! A experiência do síndico José Aparecido Soares de Campos mostra o contrário. Em 2001, ele se tornou síndico do Condomínio Vila Alto das Figueiras, com 168 casas, localizado em São Bernardo do Campo. Até então, o síndico do condomínio, entregue em 1999, era a própria administradora. Em assembléia, foi decidido que a administradora não seria mais síndica, e Soares assumiu para cobrir o último ano do mandato. Ele levou para o condomínio de casas sua experiência de três anos como síndico de um condomínio com 96 apartamentos onde morava anteriormente. “Lá, eu e mais dois conselheiros, Arnaldo Bezamat e Marcos Zurita, havíamos implantado a autogestão com sucesso”, lembra.
No Vila Alto das Figueiras, Soares procurou dar prioridade para a segurança e para a revisão dos contratos de manutenção, visando diminuir custos. O condomínio tinha apenas R$ 2.600 em caixa e muitas melhorias por fazer. Apenas um dos contratos de manutenção, o da antena parabólica, custava R$ 1.100 por mês. Hoje, o condomínio não tem mais nenhum contrato de manutenção. O portão de entrada de veículos, que quebrava constantemente, teve seu sistema substituído e praticamente não deu mais problemas. O síndico trocou de administradora e o custo mensal baixou de R$ 1.800 para R$ 600. As lâmpadas dos 13 postes internos da Eletropaulo tiveram suas lâmpadas substituídas por modelos econômicos. “A energia elétrica significava um custo muito alto para nós. Com a troca das lâmpadas, não precisamos fazer parte do apagão e hoje nossa conta está em R$ 3.500”, afirma Soares.
No consumo de água, o síndico percebia muito desperdício por parte dos condôminos, principalmente na lavagem de carros e regas de jardim. O condomínio optou, então, pela individualização da medição do consumo. De economia em economia, Soares foi reunindo verbas para as melhorias efetivadas no condomínio. Entre elas, estão a construção de entrada exclusiva para pedestres, ampliação do salão de festas e construção de nova cozinha, mudança no paisagismo da praça interna, instalação de aquecimento da piscina, construção de sala de ginástica, salão de jogos e sauna, novo playground, construção de banheiros para piscina, pintura das fachadas das casas, troca da central de interfones, construção de depósito e novos banheiros para os funcionários. “Nenhum valor foi repassado para os condôminos. Minha experiência de síndico mostra que os moradores querem benfeitorias mas sem pagar. Acredito que um condomínio não é banco, não foi feito para guardar dinheiro”, avalia. A maior obra das gestões de Soares foi a instalação da cobertura da quadra esportiva. “Tínhamos R$ 92 mil no fundo de reserva e de obras antes de iniciar a obra. Hoje, ainda temos R$ 52 mil”, compara.
Para Soares, um condomínio em evolução prova que está sendo bem administrado. Hoje, ele já toca novos projetos, como a troca da grama dos jardins e a substituição do atual sistema de CFTV com 16 câmeras para o sistema digital. Para dar conta de tanto trabalho, Soares declara que dedica no mínimo uma hora por dia às suas funções de síndico. Dividir as decisões com o conselho é outro procedimento adotado por ele. “Quando orçamos a pintura das casas, por exemplo, pedimos orçamentos para 12 empresas. Dessas, ficamos com cinco e depois com três finalistas e o conselho decidiu a empresa que fez o serviço. Eu faço questão de não participar de nenhuma decisão. Somos uma equipe com uma confiança mútua e uma grande identidade entre os participantes. O síndico certamente pode fazer melhor para o condomínio desde que tenha ajuda”, constata. Soares mede a satisfação dos condôminos com sua administração pela participação nos eventos (a inauguração da cobertura da quadra reuniu 120 moradores) e pela valorização dos imóveis. Segundo o síndico, não há casas para vender no Alto das Figueiras mas a procura é grande. “Aonde mais você tem segurança, quadra coberta, academia, sauna, piscina aquecida por um condomínio de R$ 220?”, questiona.
Matéria publicada na Edição Nº 106 em novembro de 2006 da Revista Direcional Condomínios
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By autson.com








