Jane Cristina de Castro R. P. - Condomínio Residencial Parque dos Pássaros

Casa em ordem

Em sua primeira gestão, a síndica Jane organiza a folha de pagamento, economiza e coloca o condomínio em dia. É possível controlar um condomínio com área total de 46 mil metros quadrados, sendo 18 mil de bosque de mata nativa? A experiência da síndica Jane Cristina de Castro Ribeiro Pacheco prova que sim.



Casa em ordem

Desde dezembro de 2004 Jane comanda o Condomínio Residencial Parque dos Pássaros, com cinco blocos, 560 apartamentos e uma população diária de cerca de três mil pessoas. O objetivo inicial de Jane foi profissionalizar a gestão do condomínio. “Tínhamos funcionários péssimos. Procurei afastar da gestão o aspecto pessoal. Nos dois primeiros anos de trabalho organizamos a folha de pagamento e colocamos a casa em ordem”, afirma. Jane demitiu nove funcionários e readequou a folha de pagamento (no total, são 45 funcionários, inclusive pessoal de manutenção, como pedreiro, eletricista, marceneiro, jardineiro e pintor). Ela conta que o condomínio tinha três zeladores e um supervisor que custava R$ 2.500 por mês. Segundo Jane, os zeladores não exerciam as suas funções e o supervisor ficava sobrecarregado. Ela, então, decidiu demitir o supervisor e contratar um folguista para os zeladores, acabando com a hora-extra na função. Na parte administrativa, promoveu a auxiliar a gerente e contratou outra auxiliar.

O resultado de toda essa operação ainda foi um “troco” de R$ 850, comemora. Jane também terceirizou a portaria central, obtendo uma economia de R$25 mil na folha de pagamento. A síndica deu preferência a mulheres para controlar o acesso de visitantes. “Há sempre duas moças ou um casal na portaria. A eficiência das mulheres é maior que a dos homens nesse setor”, esclarece. A segurança também é terceirizada: há rondas no bosque e nos blocos dia e noite. “Com segurança 24 horas, acabamos com a rotatividade de pessoas de fora no condomínio, que vinham aqui inclusive para usar drogas”, aponta Jane, que resolveu encarar o desafio de ser síndica de um condomínio gigante e não se arrepende: “Temos conseguido vitórias pequenas mas constantes. Para mim, ser síndica faz parte de um projeto de família, de fazer parte de mudanças do que é seu.” 

O condomínio tem uma administradora externa, mas é a síndica e sua equipe quem cuidam de compras, negociações de contratos e dos primeiros contatos com os inadimplentes. Ter uma equipe coesa e ativa ajuda no sucesso da administração. A síndica comenta que tem três conselheiros ativos e cada bloco possui seu representante. Como o cargo de síndico é remunerado, no início do mandato Jane doou uma parte de seu salário por mês, durante cinco meses, para os blocos. Agora, cada bloco pode dispor de seu fundo de reserva como julgar melhor. “Nas administrações anteriores, esse dinheiro era confiscado para a administração geral, o que a sobrecarregava com as mínimas necessidades dos blocos”, admite.

No Parque dos Pássaros, ações que visem o bem-estar dos moradores também estão em pauta. A Oficina por Amor é um grupo de cerca de 30 senhoras que se reúnem duas vezes por semana para fazer trabalhos manuais e atividades de alongamento. Afinal, o objetivo de Jane é tornar o condomínio e suas áreas comuns (como pista de caminhada e de cooper, academia, churrasqueira, quadra de futebol, poliesportiva e pista de skate) um bom lugar para se viver.


Matéria publicada na Edição Nº 99 em abril de 2006 da Revista Direcional Condomínios


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