Inebergue Cláudio de Oliveira - Condomínio Edifício Jangada

Prédio novo, síndico novo

A história de Inebergue Cláudio de Oliveira é a prova de que mesmo um síndico novo, sem experiência, pode fazer um bom trabalho à frente de seu condomínio.


Prédio novo, síndico novo


Há três anos ele é síndico do Condomínio Edifício Jangada, em São José dos Campos. Lembra que assumiu o cargo sem ter a mínima idéia do que era ser síndico. “Queria o melhor para o meu patrimônio e tinha idéia de como administrar uma empresa. Levei o mesmo conceito para o condomínio: quando você deve, tem que diminuir custos”, conta. Inebergue se recorda que pegou a casa desorganizada. “O primeiro síndico ficou seis meses e deixou R$ 15 mil de dívida”, diz. O prédio, com 118 apartamentos, era novo e precisava de tudo. Inebergue resolveu enfrentar o desafio e foi eleito. A dívida o obrigou a aumentar a taxa condominial (hoje fixada em R$ 180). Inebergue também reviu, com sucesso, o contrato com a empresa de manutenção de elevadores. Teve que comprar de tudo: quadro de avisos, tapetes, protetores para os elevadores, carrinhos de compras, estrutura para porteiros e zelador. “Nosso prédio havia sido entregue pela construtora sem nenhuma infra-estrutura. Desde que comecei, não fico três meses sem fazer uma benfeitoria. Os proprietários estão felizes porque vêem as melhorias”, acredita o síndico.

Com uma boa administração da arrecadação, hoje o condomínio tem um fundo de reserva com duas vezes e meia o valor dos gastos mensais. “Nossa convenção prevê um fundo com até três vezes o valor do que gastamos por mês”, explica. Das obras que leva para a assembléia, Inebergue se orgulha de ter tido todas aprovadas. “Os condôminos estão contentes. Estamos até investindo em segurança sem arrecadar nada a mais”, comenta. O sistema de CFTV com 12 câmeras está sendo estendido para 16 e modernizado para o sistema digital de gravação. Ainda no item segurança, o condomínio investiu em controles remotos para acesso da garagem anti-clonagem, clausura para pedestres com passa-pizza, mudança da posição da guarita e do portão da garagem, botão de pânico para portaria e porta de vidro com fechadura elétrica para acesso à torre.

Entre outras obras, foram remanejadas de posição algumas vagas de garagem, construído o bicicletário e a caixa de correio com nicho individual para cada apartamento.  No lugar da casa do zelador (que não mora no prédio), Inebergue criou uma sala de jogos, com pebolim, tamanco ball e mesa de futebol de botão. Na sala do síndico, uma sala com TV e mesa de xadrez foi criada para integrar os moradores. “Nosso prédio não tem espaço físico para a criação de outras áreas de lazer, porque foi construído com o conceito de se tornar um condomínio barato”, explica. Apesar das inúmeras realizações, em um item o síndico ainda tem dificuldades: a inadimplência, que gira entre 15 a 18% do total de apartamentos. “Procuro fazer acordos extrajudiciais, já que os imóveis são novos e financiados, e tenho que mover a ação contra a construtora”, conta.

Quanto ao relacionamento com os moradores, Inebergue acredita que encontrou uma boa solução para ouvir reclamações e sugestões. “Uma vez por mês, faço um plantão. Expliquei a todos que não sou empregado do condomínio. Coloco nos quadros de avisos a data do plantão de dúvidas. Se o morador não foi no plantão e nem na assembléia, também não dou a ele o direito de ligar para a minha casa”, admite. O relacionamento com o zelador é diário, explica Inebergue. “O zelador se torna o braço direito do síndico. Ele faz cotações de preços que eu analiso. Conversamos diariamente”, diz. E para que não pairem dúvidas sobre a idoneidade do seu trabalho, Inebergue contrata anualmente uma auditoria, independente da administradora. “É uma maneira do síndico ficar tranqüilo. Quando deixar a administração, posso mostrar que estava tudo certo”, acredita.


Matéria publicada na Edição Nº 108 em janeiro de 2007 da Revista Direcional Condomínios


 
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