Eiyti Yano - Condomínio Edifício Avencas

Planejamento e profissionalismo

Com o foco no profissionalismo e no controle dos gastos, Eiyti Yano consegue valorizar condomínio e promover melhorias.


Planejamento e profissionalismo


Administrar o condomínio como se fosse uma empresa. Foi com esse objetivo que Eiyti Yano assumiu a sindicância em 2003 do Condomínio Edifício Avencas. Administrador de empresas com mestrado em Finanças, Yano consegue manter, desde que assumiu, a mesma taxa condominial, no valor de R$ 480.

Ele iniciou a economia mudando os fornecedores do prédio (só manteve o de elevadores). Instalou sensores por toda a área comum. A conta de energia elétrica, que em janeiro de 2002 era de R$ 1.557, passou para R$ 861 em janeiro do ano seguinte. “Mesmo instalando o aquecedor da piscina, não chegamos mais a esse mesmo valor de 2002”, conta. Quanto ao consumo de água, o controle passou a ser grande: diariamente é feita a medição do consumo e foi detectado um vazamento na caixa d´água inferior do edifício. De R$ 2.440 gastos pelo prédio em outubro de 2002, a conta de água caiu para R$ 1.360 em janeiro de 2003. Os controles de gastos passaram até pelo uso do telefone da portaria. “Utilizo a cultura de uma grande empresa, onde qualquer centavo tem valor. O síndico não pode ser partícipe do prejuízo dos outros”, aponta.

Além da busca pela economia, Yano detectou todas as áreas de risco do condomínio, ou seja, áreas que necessitavam de mudanças, como antena coletiva, caixas d´água, dedetização, extintores, luzes de emergência, cerca elétrica, interfones, instalação de gás. Além dos itens de manutenção, os funcionários não possuíam treinamento e Yano via falhas básicas, como porteiros que deixavam a guarita. O próprio síndico se dedicou ao treinamento dos funcionários e começou a colocar “a casa em ordem”, montando o que chamou de “Programa de Recuperação do Avencas”. Entre as principais obras enumeradas, estavam restauração, lavagem e reposição de pastilhas, obras de impermeabilização, sistema de segurança, reforma do jardim, decoração, construção de churrasqueira e forno de pizza, compra de móveis para piscina, inspeção em pára-raios, sistema elétrica e de prevenção contra incêndio e playground.

Com o dinheiro recebido do leilão de alguns apartamentos inadimplentes, mais as economias obtidas com a melhor administração do orçamento, Yano foi tocando as melhorias. Hoje, ele comemora um saldo significativo no fundo de reserva do prédio e a valorização dos 34 apartamentos do edifício. “Antes, os apartamentos não valiam mais do que R$ 90 mil. O último foi comercializado por R$ 195 mil. Hoje, o comprador quer saber o valor do condomínio, se o prédio tem dívidas e como é a administração. O perfil do síndico também tem que mudar. Não podemos brincar com o dinheiro dos outros”, acredita. A falta de planejamento e de conhecimentos administrativos por parte dos síndicos são, na opinião de Yano, os maiores motivos da falta de sucesso das gestões. “Muitos síndicos só se candidatam para se ver livres da taxa condominial”, opina. No Avencas, o síndico não tem isenção da taxa mas recebe uma ajuda de custo mensal, fixada em R$ 220. Como faz questão da transparência da sua administração, Yano contrata periodicamente um perito contábil para avaliar as contas do prédio.


Matéria publicada na Edição Nº 105 em outubro de 2006 da Revista Direcional Condomínios


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