Cláudio Lopes - Condomínio San Felipe
Continuidade e dedicação
No Tatuapé, condomínio tem gestão bem sucedida, graças à continuidade administrativa e à seriedade de seus gestores.
Continuidade e dedicação
Coisa rara de se encontrar é síndico que elogia o antecessor. Pois é o que acontece no Condomínio San Felipe, com 72 apartamentos, localizado no bairro do Tatuapé. Lá, a continuidade é palavra-chave para o sucesso da administração, acredita o atual síndico, Cláudio Lopes. Administrador de empresas, Cláudio foi subsíndico por quatro anos e sempre participou do conselho consultivo. O síndico anterior hoje é o subsíndico. As gestões são participativas. Para se ter uma idéia, 12 condôminos fazem parte do corpo diretivo: o síndico mais 11 conselheiros, e todos assinam as pastas de prestação de contas. “São esses condôminos que participam das assembléias e que ajudam o síndico a administrar o condomínio. Acredito que, como em todo condomínio, aqui também poderia haver maior participação”, sustenta Cláudio.
Especialmente nas decisões de fornecedores, o síndico gosta do envolvimento dos moradores. Para a escolha da empresa responsável pela pintura do prédio, obra realizada há um ano, foi criada uma comissão. “Entre os orçamentos solicitados selecionamos três empresas e as chamamos para negociar. Nessa negociação, conseguimos com a empresa escolhida a pintura do hall e do salão de festas”, conta. Amostras de cores foram pintadas e os moradores votaram nas preferidas. “Assim foram escolhidas as duas cores utilizadas, erva-doce e verde claro”, comenta.
Para o síndico, a continuidade trouxe ao condomínio uma saúde financeira estável. A taxa condominial está em R$ 390, incluindo R$ 18,10 de fundo de reserva e R$ 10 de fundo de obras. “Quando o fundo de reserva alcança duas vezes a arrecadação mensal, podemos utilizá-lo para alguma obra, mas sempre decidindo em assembléia. Uma parte da obra de pintura pagamos dessa forma”, diz.
Entre as melhorias que realizou em sua gestão, Cláudio destaca, além da pintura do prédio, a compra de mesa de bilhar, mesa de ping-pong e pebolim para o salão de jogos, implantação do sistema de gravação digital das imagens do CFTV (o prédio conta com 16 câmeras), implantação de novo sistema de interfonia com discagem direta entre apartamentos, compra de refrigerador, mesas, cadeiras e talheres para o salão de festas, reforma da churrasqueira, reforma do telhado e novo forro de gesso do hall de entrada.
Além da participação do conselho e da saúde financeira, o síndico frisa a participação dos sete funcionários no sucesso da administração. “Meu grande trunfo são os funcionários que, sem exceção, dedicam-se muito ao condomínio”, destaca. O zelador não mora mais no prédio (uma tendência nos condomínios, acredita o síndico), mas é peça fundamental para a boa gestão. Cláudio conta que todos os dias reúne-se com o zelador às 7h30, antes de sair para o trabalho. Nesse encontro, o zelador repassa para o síndico os acontecimentos do dia anterior. Os dois ainda checam as correspondências, verificam pendências e dão uma olhada nas câmeras do CFTV.
Os cuidados com a manutenção das áreas comuns - duas piscinas (adulto e infantil), playground, quadra, sauna, salão de jogos, sala de visitas, salão de festas e churrasqueira – são intensos. É claro que nem tudo é perfeito, comenta o síndico. “Às vezes enfrentamos moradores que desconhecem o regulamento ou conhecem mas querem burlá-lo”, atesta. Como na imensa maioria dos condomínios, a inadimplência também traz dores de cabeça ao síndico do San Felipe. Conforme Cláudio, há três grandes casos de inadimplentes no edifício, que somam um déficit de aproximadamente R$ 76 mil. “Se ganhássemos algum desses processos poderíamos utilizar o dinheiro na modernização técnica dos elevadores, uma obra que precisamos realizar”, lamenta. Mas, enquanto o dinheiro não vem, Cláudio comemora o fato de administrar um condomínio tranqüilo, ainda um lugar sossegado para se viver. E mostra, orgulhoso, o xodó dos moradores: uma frondosa jabuticabeira plantada no jardim frontal do prédio, que dá frutos duas vezes por ano. “Aqui podemos fazer de tudo, menos mexer na jabuticabeira”, diverte-se.
Matéria publicada na Edição Nº 120 em janeiro de 2008 da Revista Direcional Condomínios
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