Carlos Henrique Arnoni Pellegrino - Condomínio Edifício João Moura

Gestão participativa

Conheça o João Moura, um prédio antigo mas valorizado, onde a participação é muito bem-vinda pelo síndico Carlos Henrique.

 

Gestão participativa

No Condomínio Edifício João Moura, localizado no Jardim das Bandeiras, zona oeste de São Paulo, a participação dá o tom à administração do síndico Carlos Henrique Arnoni Pellegrino. No cargo há cinco anos, Carlos consegue manter em dia o prédio de 30 anos graças a parcerias com condôminos interessados na manutenção do condomínio.

Duas moradoras, por exemplo, cuidam do projeto de coleta seletiva do lixo, um dos pioneiros da cidade. Outro morador, um conhecedor e apaixonado por paisagismo, sugere cuidados e supervisiona a empresa de jardinagem que conserva a rica área verde do edifício (aliás, projeto arquitetônico do reconhecido arquiteto João Batista Vilanova Artigas). Uma grande obra realizada no térreo em 2003 – que incluiu a reforma do hall de entrada e a construção de uma sala de recreação infantil - foi conduzida por uma comissão de 10 moradores, que participou ativamente das decisões envolvendo o projeto. “Todo mundo deu palpite. Orçamos sete empresas de arquitetura e a escolhida teve que ouvir a opinião da comissão”, conta Carlos. “Nosso condomínio tem a característica de possuir moradores que gostam de participar. E eu acredito que o papel do síndico é discutir as necessidades do condomínio e refletir em ações aquilo que os condôminos querem”, completa. 

Através dessa gestão participativa, Carlos concretizou melhorias necessárias. O hall de entrada ganhou piso em porcelanato, painéis e caixa de correspondência em madeira e poltronas de couro. A sala de recreação infantil tem lousa, mesa e banquinhos e as crianças seguem um regulamento para o uso do espaço. O custo da reforma – cerca de R$ 30 mil - foi pago com o fundo de obras (10% da taxa condominial é destinado a melhorias no prédio e arrecadado mensalmente). “Não precisamos fazer arrecadação específica para a obra e em poucos meses o caixa estava reposto novamente. Felizmente, os moradores estão conscientes que as reformas valorizam o prédio”, diz o síndico. Carlos acredita que seu trabalho tem valorizado os apartamentos e trazido mais qualidade de vida aos moradores dos 84 apartamentos. O condomínio (incluindo as despesas ordinárias e o fundo de obras) gira entre R$ 300 e R$ 350, conforme a fração ideal do apartamento, todos de dois dormitórios.

Quando assumiu o cargo, Carlos priorizou obras de manutenção e conservação. O síndico anterior havia dado ênfase a obras estruturais, como a troca das colunas de água. “Como engenheiro civil, tenho facilidade para administrar contratos e tocar obras. Propus, então, obras para valorizar o patrimônio”, justifica. Assim, Carlos adaptou o condomínio às exigências do Contru, reformando as instalações elétricas, hidráulicas e de incêndio, pintou a garagem e instalou um bicicletário. Entre os novos projetos, ele estuda a instalação de um poço artesiano. Em meio a obras e modernizações, Carlos faz questão de manter a boa convivência com moradores e funcionários (o zelador já está na função há 15 anos). “Faço tudo com a anuência dos condôminos e não gosto de polêmicas”, conclui.


Legenda - Carlos Henrique: mais espaço para as crianças e obras de conservação valorizam os apartamentos.


Matéria publicada na Edição Nº 72 em janeiro de 2004 da Revista Direcional Condomínios


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