A união faz a força - ASPRA
A união faz a força
Unidos, os síndicos de Alphaville conseguem melhorias para a região e benefícios para os condomínios.
A união faz a força
Quem é síndico sabe: os problemas nos condomínios são muito parecidos, não importa o bairro, o número de apartamentos ou o valor da taxa condominial. E já que os problemas são semelhantes, por que não procurar soluções juntos? Foi o que fizeram os síndicos de edifícios de Alphaville. Há dois anos, eles se reúnem uma vez por mês para discutir os problemas comuns e buscar soluções. Trinta síndicos fazem parte da Associação dos Síndicos dos Prédios Residenciais de Alphaville (ASPRA), representando a totalidade dos prédios de Alphaville. Pelo menos 15 síndicos comparecem em cada encontro. Depois da reunião, que a cada mês acontece no salão de festas de um edifício, todos recebem um boletim com os assuntos discutidos. “Mesmo os que não podem comparecer estão interessados e ficam informados do que aconteceu.
Como nenhum de nós tem tempo ocioso, dividimos as tarefas”, conta Nadja Favale, síndica há três anos do Condomínio Alpha Towers. Nadja lembra do estopim que levou à criação da ASPRA: ela e outra síndica, Helena Mansano, do Condomínio Itapecuru, organizaram atividades para uma rua de lazer. Elas ostaram da experiência e outros síndicos foram sendo convidados pelas duas para reuniões informais. Um detalhe contribuiu para a união do grupo: dez prédios de Alphaville foram lesados por uma administradora inescrupulosa, que falsificava guias de INSS, o que motivou os síndicos a buscarem apoio de outros colegas na mesma situação. “Brigamos em conjunto”, resume Nadja. Nelson I. Pichiliani, síndico do Edifício Saint Thomas e também um dos precursores da ASPRA, lembra de um dos feitos mais marcantes da associação: “Conseguimos um preço único, para todos os prédios, do fornecedor de gás GLP, a Ultragás.” A história começou quando Nilvio André Tarricone, síndico do Condomínio Edifício San Francisco há oito anos, obteve para seu prédio um preço mais baixo para o quilo do gás, fornecido pela Agip. Resultado: o grupo todo conseguiu que a Ultragás baixasse seu preço para R$ 2,10 o quilo, o mesmo da concorrente.
Segurança é um assunto muito discutido pelo grupo. Cada condomínio paga uma taxa para a empresa que presta serviços de segurança para Alphaville que gira em torno de R$ 3.400 (o valor varia conforme a área do terreno e o total construído). Os síndicos já estão se mobilizando para reduzir os valores e conseguir melhores serviços. “Já conseguimos que a empresa ministrasse cursos de brigada de incêndio e de portaria para nossos funcionários a custo zero”, lembra Nadja. Os pedidos junto ao Departamento de Trânsito de Barueri também obtiveram sucesso: os síndicos pleitearam mais policiamento para diminuir as infrações de trânsito, como carros estacionados nos portões das garagens dos condomínios. O grupo ainda economiza fazendo compras de material de limpeza em conjunto. “Quanto mais gente compra, mais barato fica”, comenta a síndica.
A troca de informações entre os síndicos também é constante. Nilvio, por exemplo, é engenheiro civil e ajuda outros síndicos com orientações ou dicas de fornecedores. A associação ainda faz uma pesquisa periódica dos salários dos funcionários, conseguindo manter um preço médio na região. O grupo de Alphaville acredita que a iniciativa pode ser copiada por síndicos de outras regiões. É possível reunir os síndicos do seu quarteirão, da sua rua ou bairro e procurar, juntos, uma maneira mais fácil de administrar.
Matéria publicada na Edição Nº 75 em abril de 2004 da Revista Direcional Condomínios.
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By autson.com








