Limpeza de caixa d'água

Item de maior importância dentro dos condomínios, a caixa d´água muitas vezes é relegada a segundo plano pelo síndico.

A recomendação da Sabesp, de lavar e desinfetar os reservatórios domiciliares a cada seis meses, nem sempre é seguida pelos condomínios. “Recomendamos essa periodicidade para limpeza devido a grande quantidade de insolúveis usados no tratamento da água e que vão se depositando no fundo da caixa d´água. A limpeza é necessária para manter o padrão da Sabesp, que garantimos até o cavalete”, atesta Ricardo Chaim, coordenador do Programa de Uso Racional da Água (PURA) da Sabesp.

Segundo a médica sanitarista Rosana Panachão, coordenadora da Gerência de Vigilância em Saúde Ambiental do Centro de Vigilância Sanitária da Prefeitura de São Paulo, órgão que fiscaliza a água que abastece a cidade, seja de fontes alternativas ou da Sabesp, não existem normas regulamentadoras para empresas que fazem limpeza de caixa d'água. “É recomendado, tanto nos folhetos da Vigilância Sanitária como nos da Sabesp, que se use apenas cloro na limpeza”, diz.

Portanto, procure empresas com referências para executar a limpeza (normalmente, prestadores de serviços de manutenção predial, empresas de desentupimento, controle de pragas e de asseio e conservação). Não é recomendado que o zelador ou outro funcionário do condomínio faça essa tarefa, já que se trata de trabalho em altura e em espaço confinado (é preciso que haja ventilação mínima). Como há presença de umidade e de possíveis gases tóxicos, exija que os funcionários da empresa contratada utilizem EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), como luvas e botas de borracha, e que trabalhem sempre em dupla, pelo menos.

No dia marcado para a limpeza da caixa deve estar quase vazia para que não haja desperdício. As paredes e o fundo dos reservatórios são lavados com escova de fibra vegetal ou de fio de plástico (sabão, detergente, escovas de aço ou vassouras não são indicados). A água da lavagem e a sujeira devem ser retiradas com balde e panos. Para evitar contaminação por insetos, fezes de pombos, etc., as tampas das caixas precisam estar sempre bem vedadas. A tampa deve ser compatível com a caixa e preferencialmente ser fechada com cadeado, evitando violação. Após a limpeza da caixa, pode ser feito um exame da água por laboratórios especializados, atestando sua qualidade.

QUANDO O PROBLEMA É IMPERMEABILIZAÇÃO
O sistema mais utilizado para impermeabilizar reservatórios de água é o que prevê aplicação de manta asfáltica e sobre ela argamassa. Está na hora de refazer a impermeabilização quando essa proteção mecânica trinca com o peso da água e a movimentação dos materiais, descolando da manta. Esse novo serviço costuma levar de 30 a 40 dias para ser concluído. 

Mas, já há opções no mercado que prometem impermeabilizar reservatórios com muito mais rapidez e confiabilidade. Uma delas é o DLW Delifol da Baden, uma manta de PVC, semelhante a um carpete de borracha, com 1,5 mm de espessura. Segundo Ricardo Cimino, proprietário da Baden, são duas lâminas de PVC com uma tela trançada de poliéster no seu interior, o que lhe confere enorme resistência. Há sete anos a Baden começou a importar o produto da Alemanha. Hoje, a empresa já tem um similar nacionalizado, o Baden Flex, com as mesmas características. O produto alemão tem 10 anos de garantia e o nacional, cinco. “A manta de PVC dá uma característica de estanqueidade à caixa d´água. Recuperamos em até um dia uma caixa de 12 mil litros”, garante. O produto, conforme Cimino, custa entre 15% e 20% a menos do que o sistema tradicional de impermeabilização.

Ricardo comenta que é muito procurado por condomínios que se deparam de repente com um grande vazamento. “Em um de nossos clientes, uma das caixas superiores, de cinco mil litros, esvaziou da noite para o dia. Em outro prédio, os reservatórios subterrâneos desperdiçavam 12 mil litros de água por dia. O fundo das caixas perdeu a impermeabilização e ficou como uma peneira, por onde a água escoava”, lembra. Depois da instalação da manta, periodicamente a Baden faz também a limpeza da caixas. “É muito mais fácil limpar uma caixa com a manta, por ser uma superfície lisa, não rugosa”, diz. 

Outro produto que oferece rapidez na impermeabilização é o Liner Tank, da Prosper, uma fibra de polipropileno laminado com polietileno em duas faces. “O bolsão feito com essa trama é muito flexível e atóxico. Levamos três anos para desenvolver o produto, que hoje é inclusive utilizado em reservatórios da própria Sabesp, com milhões de litros de água”, atesta Moisés Prosper, proprietário da empresa, completando que o Tank resolve o problema de reservatórios trincados e com vazamentos. A Prosper dá cinco anos de garantia para o produto que, segundo Moisés, custa metade do preço da impermeabilização tradicional. “De dois a três dias a caixa está nova”, afirma.

Outro produto da Prosper é o Liner, que não tem a mesma função de estanqueidade do Tank. “O Liner é para o síndico que não se conforma com a limpeza na vassoura. Em reservatórios mais antigos não é possível deixar o local com uma condição sanitária adequada”, constata. O Liner é um revestimento em polietileno fabricado com um aditivo bacteriostático que ataca os fungos das paredes da caixa. A cada limpeza da caixa, o Liner é trocado. Uma das vantagens de revestir a caixa é poder ver uma eventual sujeira na água. Para clientes que optam pelo Tank, a Prosper dá o Liner de cortesia. “Nosso conceito é limpar sem esfregar”, conclui.


Matéria publicada na Edição Nº 82 em novembro de 2004 da Revista Direcional Condomínios.


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