Gestão da limpeza urbana é tema de estudo
Seg, 12 de Julho de 2010 08:43
Artigo
Conduzida pela PriceWaterhouseCoopers a pesquisa mapeou os mecanismos, estruturas e modelos dos serviços de limpeza pública em 14 capitais
São Paulo, julho de 2010 - Com o objetivo de promover a reflexão sobre a gestão da limpeza urbana de grandes cidades, o SELUR (Sindicado das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo) e a ABLP (Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Urbana) solicitaram à PriceWaterhouseCoopers o estudo “Gestão da Limpeza Urbana - Investimento para o futuro das cidades”. O objetivo foi verificar como é o manejo de resíduos e a gestão empregada em 14 capitais e, a partir dos modelos existentes, inspirar governantes a planejar o gerenciamento dos resíduos em suas cidades. Foram alvo do estudo 8 cidades estrangeiras e 6 brasileiras, entre as quais São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte, Salvador e Goiânia.
Para compartilhar os resultados com a sociedade e com autoridades foram promovidos eventos em Belo Horizonte, São Paulo, Curitiba e Goiânia. Nesta terça-feira, 13 de julho, Salvador será sede do evento que encerra a série de apresentações.
De acordo com os dados coletados, as cidades brasileiras analisadas ainda têm muitos pontos a melhorar na gestão do lixo, quando se compara à realidade das capitais estrangeiras que foram objeto do estudo como, por exemplo, Londres, Tóquio e Paris. Também fica claro no estudo que boas iniciativas no Brasil ainda são isoladas e os investimentos são insuficientes para resolver a problemática de destinação adequada dos resíduos domésticos. O envolvimento e o comprometimento dos cidadãos na redução do volume de resíduos gerados e a participação mais ativa das indústrias na diminuição dos resíduos gerados no fim do ciclo de vida dos produtos são fatores determinantes para a melhora da gestão de limpeza urbana.
A pesquisa indica que as cidades que colocam a população e as empresas como protagonistas ativos do manejo de resíduos - seja por meio de taxas diretas, programas de reciclagem, incentivos ou mesmo com penalizações - têm uma gestão mais satisfatória e consciente que as demais. "Quando se trata de lixo, os cidadãos identificam apenas as dificuldades públicas, mas, na verdade, o problema da geração do lixo também é de cada um", salienta Caodaglio.
Assunto ainda polêmico no Brasil, a criação de um tributo específico para a coleta, segundo a pesquisa, possibilita à população ter uma postura mais atuante em relação ao seu papel na geração do lixo: “Do ponto de vista da gestão, um tributo atrelado ao lixo é um instrumento que permite uma melhor compreensão pelo usuário do custo real do serviço prestado a ele. Na maioria das cidades brasileiras o serviço de limpeza urbana necessita de uma forte contribuição do orçamento municipal para cobrir os seus custos. No consumo de energia elétrica, pelo qual o cidadão paga exatamente o que consome, o usuário é mais consciente na utilização e em relação às responsabilidades, como também é exigente perante a qualidade do serviço prestado”, diz Carlos Rossin, gerente sênior da PricewaterhouseCoopers - Brasil e especialista em Sustentabilidade.
O trabalho apresenta com detalhes as iniciativas internacionais e as melhores práticas no setor. A cidade de Roma, por exemplo, não necessita de um orçamento municipal para o serviço de limpeza urbana porque a taxa cobre a prestação do serviço. Já em Londres, a estrutura é similar a adotada no mercado de carbono: criou-se um mercado para redução do volume de resíduos em aterros, criando assim incentivos para reciclagem e reuso. Tóquio, por sua vez, investe muito em tecnologia para triagem e reciclagem de resíduos, tornando mais eficiente o processo de descarte final, seja ela por meio de aterros ou incineração.
Considerando legislação, agências reguladoras e políticas de tratamento de resíduos e de saneamento, as iniciativas no Brasil ainda são recentes. “O Brasil não fechou o ciclo. Nós já temos todas as ferramentas para melhorar a gestão. Falta agora começarmos a utilizá-las efetivamente”, finaliza Caodaglio.
Serviço:
Estudo “Gestão da Limpeza Urbana - Investimento para o futuro das cidades”
Apresentação em Salvador: 13 de julho, 9 horas
Promoção: Selur e ABLP
Vagas limitadas
Inscrições: (11) 3371.2027 ou
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Informações: www.selur.com.br
Sobre o SELUR
O Sindicato das Empresas de Limpeza Urbana no Estado de São Paulo reúne 57 empresas que atuam no segmento no Estado. Funciona integrado ao SELURB – Sindicato Nacional de Empresas de Limpeza Urbana, fundado em 1992, e atua na representação da categoria que responde por relevantes atividades de natureza social, ambiental, econômica e de saúde pública, tanto na coleta e transporte de resíduos sólidos, varrição de ruas, tratamento e destinação dos resíduos coletados e transportados e outros serviços complementares à limpeza urbana.
Sobre a ABLP
A Associação Brasileira de Resíduos Sólidos e Limpeza Pública - ABLP, fundada em 1970, tem o objetivo de colaborar no estudo, elaboração e divulgação das soluções para os problemas relacionados com os resíduos sólidos e a limpeza pública em geral. Com o título de “Entidade de Utilidade Pública”, participa de Câmaras Técnicas, Comissões de estudos e elaboração de leis, regulamentos e normas técnicas e, também, tem acesso às Comissões Permanentes de análise de projetos no Poder Legislativo. Por ter uma posição independente de interesses comerciais ou políticos, tem a força de seus associados para representá-los em qualquer instância.
Mais Informações | FSB Comunicações - 11 3165.9596
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